A escrita como autocuidado

O tema auto cuidado na maioria das vezes está vinculado a cuidados com alimentação, atividade física e padrão de sono. Com a popularização de práticas de atenção plena ou mindfulness tem sido incluído com ação de autocuidado.

Entretanto, hoje eu quero trazer um outro recurso de autocuidado – a escrita. Não é nenhuma novidade utilizar a escrita como um aliado para a saúde mental. O uso de diários para expressar as emoções e ser um ponto de apoio das reflexões do cotidiano e de enfrentamentos do dia. Para além disso, a escrita não ficção e de ficção tem se mostrado um espaço de criação e alimento uma vida mais saudável.

No artigo Can Writing and Storytelling Foster Self-care? A Qualitative Inquiry Into Facilitated Dinners mostra uma iniciativa bastante inovadora para promover o autocuidado “Jantar e Histórias”. A pesquisa qualitativa foi realizada com enfermeiros, assistentes sociais e voluntários de cuidados paliativos. A dinâmica era escreverem histórias criativas de não ficção sobre experiências de prestação de cuidados. Em datas pré estabelecidas um grupo de até 6 pessoas se reuniam para jantar em um ambiente domestico e os participantes liam as histórias em voz alta e posteriormente discutiam as histórias narradas.

Os pesquisadores identificaram quatro temas

  • Necessidade de uma cultura de autocuidado
  • Contar histórias e escrever como cura
  • Criar camadas de conexão
  • Preferir contato face a face

Além disso, contar histórias é um processo social que oferece potencial como uma abordagem comunitária.

Aqui no blog tem uma categoria sobre escrita. Eu acredito nessa potência como construtor de conexão tanto com o mundo interno quanto como o mundo externo. E uma recurso de promoção de autocuidado.

Veja o artigo

Bruce, A., Daudt, H., & Breiddal, S. (2018). Can Writing and Storytelling Foster Self-care?: A Qualitative Inquiry Into Facilitated Dinners. Journal of hospice and palliative nursing : JHPN : the official journal of the Hospice and Palliative Nurses Association20(6), 554–560. doi:10.1097/NJH.0000000000000478

Escrito por

Pesquisadora em mobilização de conhecimento, buscadora e curadora de informação, entusiasta em visualização de dados e gamer no Habitica, um jogo para gerenciar hábitos.

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